Gerência do serviço vai avaliar negativa de envio de socorristas depois de chamado de urgência para atendimento de criança com crise convulsiva
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"A gente fica indignado, porque temos direito ao atendimento. Pagamos por isso. O que causa ainda mais revolta é que era uma criança que poderia ter morrido", Rosilei Cougo Pedrosa, diretora do colégio cujo aluno sofreu convulsões |
“A criança estava toda roxa e ficou o tempo todo inconsciente. Dissemos isso ao Samu, mas mesmo assim eles não vieram. Só orientaram para não deixarmos a língua cair e obstruir a garganta”, afirma Rosilei. A situação só foi contornada, de acordo com a diretora, a partir do contato feito com o Corpo de Bombeiros. “Por telefone, eles nos orientaram sobre como proceder. Em seguida, compareceram à escola e liberaram para que o pai levasse a criança para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA)”, afirma a diretora.
O menino não tinha histórico do problema e estava tranquilo no dia do incidente. Entretanto, relata a diretora, começou a ter contrações involuntárias da musculatura e outros sintomas de convulsão. “Todos os funcionários da escola se mobilizaram para ajudar. Várias ligações foram feitas ao Samu. A resposta era sempre a mesma”, conta. Ela diz que no hora da emergência, os professores ajudaram a imobilizar a criança em cima da mesa da secretaria da escola. Depois, eles foram seguindo as orientações do Corpo de Bombeiros. “Eles pediram para fazermos massagem no coração e segurar as pernas e os braços, além de ter cuidado com a língua”, relata.
Rosilei conta que esta não foi a primeiro vez que a escola teve um pedido de socorro negado, lembrando que há alguns anos uma professora também teve uma crise de convulsão e o atendimento não foi prestado. “A gente fica indignado, porque temos direito ao atendimento. Pagamos por isso. O que causa ainda mais revolta é que, neste último episódio, o caso era com uma criança que poderia ter morrido”, protestou.
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que um médico regulador, ao atender a ocorrência e avaliar a solicitação, julgou não ser necessário o envio do atendimento de urgência e orientou o solicitante para que encaminhasse a criança à UPA mais próxima. Ainda segundo a secretaria, todas as ligações são gravadas e a gerência do Samu fará uma avaliação da conduta médica.